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Posted on April 7, 2013
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Sinto saudades da Julie todos os dias. Lembro da primeira vez que nos conhecemos, quando tinha cinco anos de idade. Lembro do dia que ela morreu, nos meus quase 22. Chego a lembrar do seu cheiro, horrível, de cachorra velha. Lembro da textura dos seus pelos, das gordurinhas. De quando ela era cúmplice das visitas clandestinas do namorado, quando eu tinha 15 anos. Lembro exatamente da cara que ela fez quando pegou a gente transando. Lembro daquela linguinha cor de rosa tomando chá comigo e as bonecas, das Barbies mastigadas, do cocô no meio da sala. Lembro com saudade, uma saudade que nunca passa. Já consegui substituir pessoas, mas nunca a Julie. Cachorro é broder, é pra vida inteira. É pra fazer a gente lembrar com nostalgia de quando tudo era pureza. Obrigada por tudo, gordinha.